Atrás do Crime - conquistando os leitores do Brasil

Atrás do Crime - book trailer

terça-feira, 7 de novembro de 2017

QUASE FUI EXPULSA DO PAÍS



     Ria. Ria à vontade da desgraça alheia. Hoje, até eu me divirto com essa lembrança. Mas saiba que naquela hora, em que a Escola de Inteligência do país X (vou chamar assim para preservar o anonimato do lugar) começou a mexer os pauzinhos para me mandar de volta ao Brasil, meu estresse foi às alturas!

     Tudo porque eu precisava coletar dados para o livro Atrás do Crime (ed. Giostri, 2016).

     Isso me fez refletir que uma ficção, afinal, tem grande relevância em qualquer país. Alguns dizem “Poxa, mas os personagens não existem, os fatos não existem. Tudo foi imaginado”. E ainda assim, o escritor precisa enfrentar dilemas bizarros, uma vez que vai retratar indiretamente as mazelas, em outras palavras, o lixo que os governantes teimam em esconder debaixo do tapete. Resultado final: a sujeira é tanta que o tapete acaba parecendo o Everest – impossível caminhar sem equipamento especial por cima dele!

     Depois, o governo mudou de ideia, e aquilo para mim equivaleu ao “Dia do Fico”. Mas para que me dessem o visto, tive que fotografar o apartamento onde ficaria durante 90 dias. Aceitei. Tirei foto da sacada, da porta principal, da sala ligada à cozinha minúscula e do quarto. Também tive que fotografar a rua e a fachada do prédio. Anotaram meu celular pré-pago, adquirido lá, e xerocaram todos os meus documentos. Acho que isso tudo para dar a impressão de que estavam “no comando”, “no domínio” da situação.

     Quando voltei para o Brasil com a pesquisa de campo concluída, cheguei a beijar o chão... até que um malandrinho passou correndo e levou meu celular ainda com chip do exterior. Limpei a boca com o braço direito, mandando o amor à pátria ao devido lugar! Pensei: “Fui tão longe, e o não há material mais rico para um livro policial do que aqui”.

     E o resultado foi um Atrás do Crime cheio de reviravoltas, conhecimento técnico e, sobretudo, muita adrenalina.


Conheça mais do livro no Skoob. Tem resenhas bacanas por lá.


Link de venda:


Bata um papo com a autora:


Foto tirada num dia de folga

Livro que nasceu no país em que eu fui malquista. 



sexta-feira, 27 de outubro de 2017

29 de OUTUBRO - DIA NACIONAL DO LIVRO


No dia 29 de outubro de 1810, com a transferência da Real Biblioteca portuguesa para o Rio de Janeiro, originou-se a Biblioteca Nacional. O fato está ligado à vinda da família real ao Brasil e é para celebrar essa data que foi instituído o Dia Nacional do Livro.



E não há nada melhor para o fã brasileiro de literatura policial do que saber que não precisa se afastar do berço para encontrar ficção de qualidade. 

Nesta matéria, alguns escritores nacionais (e ainda há muitos outros) que podem matar a sede do leitor que curte investigação policial: 



FERNANDA W. BORGES – é jornalista apaixonada pelo gênero policial aliado ao erotismo. Suas obras são: Orgasmos Fatais, O Reverso do Destino, Sob o Signo de Escorpião e O Outro Lado do Crime.


DANIEL BARROS – é autor de Mar de Pedras, Enterro sem Defunto, O Sorriso da Cachorra, além de ser antologista. A última obra coordenada por ele e por Zélia de Oliveira foi lançada em 2017, sob o título “Os bastidores do Crime”.


CLAUDIA LEMES - é autora de mais de dez romances, mas só ficou conhecida quando autopublicou Eu Vejo Kate: o Despertar de um Serial Killer. Em 2016, a editora Empíreo publicou Um Martíni com o Diabo. Cláudia recentemente escreveu um livro de não-ficção a pedido da editora Lendari: Santa Adrenalina, um Guia para Quem Quer escrever Thrillers, baseado no seu curso de sucesso sobre narrativas de suspense. 


TAILOR DINIZ - tem quinze livros publicados, entre eles "Transversais do tempo" (2007), "Crime na Feira do Livro" (2011), "A superfície da sombra" (2012) e "Em linha reta" (2014). Também escreve roteiros para cinema e tevê, com obras premiadas nos festivais de cinema de Gramado e de Brasília.


ILANA CASOY – é especialista em crimes, e dividi-se entre ficção e não-ficção. Suas obras: Serial Killer, Louco ou Cruel; O Quinto Mandamento, Serial Killer Made in Brazil (todos esses pela Ediouro); A prova é a testemunha (Lafonte, 2010), e Casos de Família (Darkside Books, 2016).

 


RAPHAEL MONTES - Estreou na literatura em 2012, com seu primeiro romance, Suicidas. Seu segundo romance, Dias Perfeitos, foi publicado em mais de 14 países. O Vilarejo é um fix-up de terror que reúne contos de personagens macabros em um vilarejo abandonado à própria sorte. Além disso, atua como colunista do jornal O Globo desde abril de 2015.


CRISTIANE KRUMENAUER – É mestre em Literatura. Publicou Chamas da Noite (Giostri, 2014), inspirada na tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria; Atrás do Crime (Ed. Giostri, 2016), baseada em tese de mestrado sobre segurança transnacional; da série Contos da Namíbia (amazon.com.br), após pesquisa junto a tribos africanas, em que mulheres relataram suas experiências de vida. Este ano, lança A Máscara de Flandres, um suspense psicológico, também pela Editora Giostri.


VICTOR BONINI - Aos vinte e dois anos, lançou seu primeiro livro, Colega de Quarto, pela Faro Editorial. Passou pelas redações da GloboNews, TV Gazeta e Revista Veja. Atualmente é repórter da TV Globo, em São Paulo. Este ano, publicou seu segundo romance policial – O Casamento, também pela Faro Editorial.


CARINA LUFT - Assinou uma coluna no jornal O Progresso, da cidade de Montenegro (RS). Publicou contos em diversas antologias antes de escrever seu primeiro romance, Fetiche (Dublinense, 2010).  Em 2016, publicou Verme, também pela Editora Dublinense.


VITTO GRAZZIANO - é um personagem misterioso do submundo literário que, após anos trabalhando com distintas questões sociais, decidiu contar parte de sua história e expor uma face pouco explorada no país. Sua obra Bella Máfia foi lançada pela Luva Editora, em 2017.





É isso aí, queridos leitores. Gostaram da publicação? A fim de saber mais novidades sobre o mundo do crime na ficção?


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quarta-feira, 25 de outubro de 2017

"A Garota no Trem" continua na liderança


"A Garota no Trem", de Paula Hawkins, continua batendo recordes como o best-seller que permaneceu por mais tempo na lista dos mais vendidos, ao lado do interessantíssimo "Amy Exemplar", de Gillian Flynn.
A obra conquistou até mesmo o coração de Stephen King, que a considerou um suspense maravilhoso, capaz de deixá-lo insone. "A narradora alcoólatra é simplesmente perfeita", diz ele. 
Fonte:

Resultado de imagem para a garota no trem                  

Curiosidades de Agatha Christie


Em 1931, Christie viajava sozinha no Expresso Oriente, quando o trem parou no meio da noite, devido à inundação que atingiu os trilhos durante uma tempestade.

De repente, a tempestade se transformou em nevasca. Somente depois de uma série de tentativas, o trem retomou seu percurso e Christie chegou ao seu destino com dois dias de atraso.

Essa situação a inspirou no processo criativo de Assassinato no Expresso Oriente, sem contar que, devido ao "breve" tempo da jornada, pôde observar os viajantes do trem, que também acabaram se tornando personagens, incluindo a senhora Hubbard.

Agatha Christie viajou muitas outras vezes no Expresso Oriente e se referia a ele como o "sem dúvida alguma, meu trem favorito".

Fonte:
http://www.agathachristie.com/news/2017/christies-travels-on-the-orient-express

Agatha Chrisite Inspired By The Oe Fonds De Dotation Orient Express News Article

DICAS ESTRANHAS PARA ESCRITORES (ENQUANTO ESTIVEREM ESCREVENDO)



      Olá, escritores! Está focado num projeto? Escrevendo seu livro e não quer perder tempo com distrações? Então, essas dicas lhe cairão muito bem. Vamos a elas:


1)   Evite ler livros do mesmo gênero que o seu

      Acredite: não é bobagem! Enquanto estiver escrevendo seu livro, evite-os. Quer saber por quê? Ok.
     Você talvez esteja escrevendo um ótimo livro policial, ou de suspense, ou de terror, ou de amor nas montanhas de algodão-doce. E, nas horas vagas, lê um best-seller do mesmo gênero que o seu, daquele autor incrível com o qual você sonha (quando acordado). Há um problema nisso? Sim, é lógico! Porque em vez de esse autor inspirar sonhos, ele pode acabar frustrando os seus. É como uma dose dupla de realidade, sem gelo. Você lê o livro do cara e, inevitavelmente, compara-o com o seu, que está apenas em processo de criação, sem as correções necessárias, sem reescrita; ou seja, cru e inacabado. O que vai acontecer? Você vai achar seu texto uma porcaria.
     Então, minha dica: leia outros livros. Não pense que estou sugerindo que você abandone a leitura, hein? Nada disso! Aproveite o tempo em que você estiver escrevendo seu livro, para conhecer gêneros e estilos diferentes do seu. Isso vai trazer inspiração e novas ideias, sem jogar um balde de água fria na sua escrita.


2) Cheque as palavras que está usando

     Em seus livros, há apenas palavras de uso comum ou existem algumas que podem ser acrescentadas no dicionário mental do seu leitor? Não sugiro que use apenas palavras rebuscadas, a ponto de fazer o leitor gaguejar e desistir da leitura. Não é isso. Contudo, é sempre bom ensinar alguma coisa, especialmente, palavras. Você pode, de vez em quando, usar palavras como “umbral”, “soleira”, “átrio”, “limiar”, na descrição arquitetônica de um lugar. Sempre que puder dar algo ao seu leitor, desde que não se torne pedante a ponto de descrever a casinha da fada em cinco páginas, sugiro que use uma ou outra palavrinha rebuscada. 


3) Compartilhe experiências pessoais

     Lembra-se do seu primeiro beijo? O que foi que sentiu? Com quem foi? Em que lugar? A saliva dele(a) pareceu-lhe salgada e aquela meleca gosmenta fez você concluir que beijo era repugnante? Ou, ao contrário, foi uma sensação tão boa que você até esqueceu que o garoto/a garota estava resfriado(a) bem naquele dia?
     Quando você descreve uma experiência pessoal, tudo se torna mais fácil e atraente. Você consegue esmiuçar os detalhes, o cheiro que sentiu, a impressão que teve – e tudo com maior veracidade. Diante disso, alguns leitores vão até se identificar com a personagem que você criou – afinal, experiências humanas podem ser mais previsíveis do que se pode imaginar. Nunca são idênticas, é claro, mas são semelhantes em pontos que jamais podemos imaginar.


    4) Não escute música

     Outro absurdo, não é mesmo? Na verdade, não. Entenda: música desperta na gente muitos sentimentos. Então, quando você estiver escrevendo uma cena arrebatadora e acabar desidratando o corpo de tanto chorar, deve se perguntar: “Estou chorando por causa da cena? Ou por causa da música que estou ouvindo agora?”. Quer fazer o teste? Desligue o som. Releia seu texto. Você chorou no embalo de suas próprias palavras? Ou faltou a música de fundo para que atingisse o ápice das emoções?
      A dica é válida porque o seu leitor não estará ouvindo a mesma música que você. E, ainda que escute, talvez o leitor nem goste daquela música. Portanto, você deve levar o leitor a chorar, a rir, a se comover, a se assustar – sem música! Apenas com suas palavras. Por isso, é complicado produzir um texto e escutar a sua música preferida ao mesmo tempo, ok?


   5)  Dê uma caminhada, enquanto pensa no próximo capítulo

     Muitos escritores são estranhos – parecem sempre perdidos nos próprios pensamentos, não é mesmo? Às vezes, meu filho conversa comigo e eu tenho que parar de perseguir o bandido com meu 38 para voltar à realidade e dizer “O que foi que disse?”. Isso acontece quando mergulhamos de cabeça num projeto, e não há nada melhor do que aproveitarmos nosso tempo ao máximo. Uma sugestão eficaz: vá fazer sua caminhada ou sua atividade física (não, mover os dedos enquanto digita durante oito horas não é exercitar o corpo!) e aproveite para criar mentalmente seu próximo capítulo. Você vai se surpreender quando voltar a sentar diante do computador – as palavras vão dançar um Rock N` Roll na tela, afinal, você já sabe o que escrever.


   6) Pergunte-se se seu leitor morreria por seu personagem

     Alguns livros são tão maçantes que nunca deveriam ultrapassar duzentas páginas, enquanto alguns outros, com mais de quatrocentas, fazem o leitor lamentar quando está próximo do fim. Um dos motivos disso é quando o autor consegue fazer o leitor se apaixonar por seus personagens (não dos vilões, necessariamente), construindo um elo entre eles. 
     Seu personagem está bem construído a ponto de ser amado ou odiado pelo leitor? Quem e como seu personagem é? 
     Lembre-se de não descrever os longos cabelos loiros da protagonista e a marca do jeans que ela usa, se não tiver um propósito para isso. E não descreva “Beatriz era um anjo de pessoa”. Em vez disso, mostre ao seu leitor o quanto ela é boa: “Beatriz ajoelhou-se diante do mendigo, entregou-lhe uma nota de dez reais e emitiu um sorriso constrangido, porque sabia que aquele dinheiro não iria tornar a vida daquele miserável melhor”. Mostrar é sempre preferível do que descrever.


   7) Não deixe abismos no texto

     O leitor está lendo seu livro, está quase chegando no desfecho final, quando de repente, a história termina de forma tão brusca que o leitor se pergunta: “Peraí: acabou?”. 
     Não seja cruel com leitor. 
    Não o faça se atirar num precipício para conhecer o fim da história. Alcance a ele uma corda de rapel, pelo menos. Uma escada é mais indicada – o leitor pode descer os degraus e avistar o chão aos poucos, até alcançá-lo em definitivo, o que lhe trará maior satisfação do que uma queda-livre, em que ele vai se estatelar lá embaixo!


   8)  Não encha o cálice do leitor de uma só vez

      Já foi a uma degustação de vinho? É bom, não é? 
     O que podemos aprender com esses eventos é nunca encher o copo do leitor até a borda, de uma só vez. 
    Não queira embriagá-lo – como o leitor conseguirá continuar a leitura se estiver num coma alcoólico? 
    Vá servindo-o aos poucos, segurando os mistérios e revelando apenas detalhe deles, em cada capítulo, até desnudá-los por completo no fim. Isso não quer dizer que você deva exagerar, deixando o leitor na mais completa abstinência até, por fim, despejar a garrafa inteira em sua boca! Calma! Sirva aos poucos; primeiro, um dedinho do Tannat; depois, dois dedinhos do Cabernet; até finalizar com um belo Boschendal, Reserva 2012. 
      Medida certa é essencial para seduzir seu leitor.


    9)  Revise diálogos

     Cuidado com gírias e regionalismos – ao mesmo tempo que eles dão maior verossimilhança por permitir diálogos mais convincentes, eles tornam seu livro marcado pelo tempo e pelo espaço. 
     Duas das características para uma obra ser considerada de qualidade é ser atemporal (ou seja, ter relevância e ser compreendida mesmo cem anos depois de publicada, p.ex.) e universal (ou seja, poder ser lida e falar ao coração das pessoas de todos os lugares do mundo). Isso significa que gírias e regionalismos são prejudiciais, caso o autor não tenha tato ao usá-los. 
     Se você sabe a medida certa, okay, vá em frente. Do contrário, evite-os sempre que puder.


     10)     Tenha em mente a estrutura de sua narrativa

     O narrador é em primeira pessoa? É narrador-protagonista ou testemunha (autodiegético ou homodiegético)? Ou então, é um narrador em terceira pessoa (heterodiegético)? E, ainda, ele está narrando no pretérito ou no presente?
       Tenha sempre em mente as suas opções para não acabar se perdendo no texto. 
    Lembre-se das limitações do narrador em primeira pessoa, já que ele é um personagem e, consequentemente, não sabe de tudo. Lembre-se, também, que, se seu narrador for em terceira pessoa, isso não significa que tenha que contar tudo ao leitor. Ele pode ser misterioso, sim, e só compartilhar os segredos na hora certa.  
      Do mesmo modo, se o narrador estiver discorrendo sobre os eventos no passado, procure manter assim. A mudança de tempo verbal só deve ocorrer em trechos precisos e desde que você, autor, saiba o que está fazendo!



     Gostou? Concordou ou discordou? Espero que as dicas tenham sido úteis.

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     Em breve, indicações imperdíveis de leitura.

     Fique bem, leia muito!

                                      Cristiane Krumenauer

                               Escritora e Mestre em Literatura